segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Mina de Ouro Jacobina

Localização e Histórico da Mina 


     A cidade de Jacobina situa-se nas coordenadas 11º15’S e 40º30’W, em elevação a 470m, a noroeste de Salvador. O município tem aproximadamente 100.00 habitantes e fica a 350km de Salvador por estrada asfaltada onde foram encontrados ouro na região por volta dos anos XVII. Onde em 1880 uma pequena mineradora foi montada na serra do vento pela Cia. Minas de Jacobina, onde obteve um título de mineração em 1887, e trabalhou até 1896 tendo produzido 84 kg de ouro. Com a dificuldade na recuperação do ouro, provavelmente devido à natureza dos minérios.
     Outras tentativas de operações mecanizada voltaram a ocorrer em 1959, em canavieiras as quais foram as as maiores e também na serra branca, sendo estendida ate a década de 60 e paralisadas suas atividades com a descoberta de esmeralda em Carnaíba, 50 km ao norte no flanco oeste da serra. A mina de canavieiras inicialmente um garimpo, foi mecanizada quando adquirida pela empresa Mineração Northfiel LTDA, uma empresa com estrutura canadense.
     Não existem dados que comprovem a produção total de ouro em Jacobina, pois a maioria das atividades foram realizadas por garimpeiros que trabalharam ao longo de níveis conglomeráticos de formação Serra do Córrego, desde a serra branca ao norte de jacobina até o campo limpo e sul, por extensão aproximadamente.


Geologia da Mina 


     Predominam metassedimentos clásticos, intrudidos por rochas ígneas básicas, depositados sobre um embasamento de relevo variável formado por terrenos arqueanos. A serra de Jacobina é franqueada a leste e a oeste por terrenos arqueanos constituídos por gnaisses, intrusivas graníticas e a faixa compostas de rochas metavulcânicas e metassedimentares.
     O grupo Jacobina foi depositado sobre paleos superfície desenvolvida nessa rocha, com suas unidades basais tendo maior espessura nas depressões desse paleo relevo. Na maior parte da área o Grupo Jacobina apresenta-se em estrutura homoclinal, com direção norte-sul, mergulhando para leste com ângulo médio de 55º a 65º, com aumento gradativo para leste. As formações Serra do Córrego e Rio do Ouro foram afetadas essencialmente por uma tectônica rígida, caracterizada por vários sistemas de falhamentos e fraturamentos, cujos planos são frequentemente ocupados por corpos básicos intrusivos. Deformações por dobramentos são muito localizadas e restringem-se essencialmente a Formação Cruz das Almas.


Método de Lavra da Mina 


     A seleção do método de lavra, na época, resultou de estudo comparativo entre os métodos de semi-recalque, corte e aterro, recalque e realce aberto. Selecionou-se o método de recalque por razões de segurança, características mecânicas do minério e encaixantes e economicidade, além da geometria favorável do corpo. O desenvolvimento da lavra consta da abertura de níveis de extração espaçados verticalmente a cada trinta metros, cujos acessos se fazem por galerias de encosta, quando acima do nível 630m, e por um plano inclinado de 34º e um poço subvertical, quando abaixo do nível 630m. O minério é transportado à planta diretamente da mina ou de uma pilha do pátio.

Posteriormente é passado por um britador de mandíbulas FAÇO de um eixo, 110/80C, instalado no subsolo. Transportado por correias até o silo de estocagem. O silo é concreto, revestido internamente com placas metálicas. Todo minério a ele conduzido é submetido a pesagem através de uma balança integradora.
     Os minérios do tipo paleopeaceres associados a sulfetos(Mina de Jacobina) são processados através de britagem primária, secundária e terciária. A seguir sofre moagem e através de bombeamento, o minério é classificado por hidrociclones, cujo underflow é reconduzido aos moinhos compondo a carga circulante e o overflow é encaminhado para o espessador.
     A polpa proveniente do espessador alimenta o circuito de lixiviação, composto por sete tanques agitados mecanicamente; a polpa formada passa por pachucas (tanques) agitadas por meio de aeração. Após ser lixiviada, a polpa passa por tanques mecanicamente agitados e instalados em série, dotadas de peneiras tipo “kambalda”.
     O último tanque descarrega a polpa em uma peneira linear cujo passante é transferido para uma caixa e bombeado para a barragem de rejeito. A mistura polpa/carvão (CIP) é transferida para uma peneira vibratória para separação da carvão da polpa. A polpa do “underflow” da peneira retorna ao circuito CIP e o carvão carregado com ouro adsorvido vai para o elutriador. Do elutriador o carvão é transferido para o tanque de desaguamento e deste para a coluna de lavagem ácida a fim de tratar o carvão carregado pelo processo de eluição.
     Após ter sido totalmente tratado, transfere-se o carvão para a coluna de eluição. A coluna de eluição contem o carvão rico em ouro e uma solução alcalina composta de água, hidróxido de sódio e cianeto de sódio. A solução eluída é encaminhada para o tanque de estocagem e posteriormente enviada para eletrólise. A solução rica proveniente da eluição e do lixiviador intensivo é processada em duas células eletrolíticas que estão localizadas dentro da fundição, onde ficam em recirculação por cerca de 20 horas para a retirada do ouro. Mistura-se o concentrado de ouro com fundentes cujo material é posteriormente transferido para o forno de indução e fundidos a uma temperatura em torno de 1200°C. O “bullion” produto da fusão do concentrado de ouro tem teor entre 95% e 97% de pureza